segunda-feira, 20 de abril de 2015

A televisão preferida dos cães



Há uma televisão que tem os cães como público-alvo. Trata-se da Dog TV, já existe desde 2009 e o seu objectivo é entreter os cães que ficam sozinhos em casa, enquanto os donos vão trabalhar. Em vez de, para afastarem a monotonia, aproveitarem essas horas para roer o sofá ou fazer outro tipo de traquinices, ficam sossegados a ver televisão.

Naturalmente que a programação tem de ser adequado a tão pouco provável grupo de tele-espectadores. Para se chegar à conclusão do que a 'clientela' gosta, ao longo de três anos, a equipa dirigida pelo israelita Ron Levi levou a cabo um conjunto de estudos, investigação e análise de mercado. 
Daí resultou uma programação que está a conquistar cada vez mais adeptos entre o público canino, estando a televisão actualmente presente em nove países e na internet.

A ideia surgiu a Ron Levi em 2007, que ficava angustiado ao deixar sozinho o seu animal de estimação que, curiosamente, não era um cão, mas sim um gato. Apesar disso, não há gatos na programação da DogTV, uma vez que se constatou que muitos cães ficavam nervoso, excitados e irritados quando os felinos apareciam no pequeno écran.
A possibilidade de criar uma televisão especialmente dedicada aos gatos está na mente de Ron, a médio prazo, mas, para já, o que lhe interessa mesmo é levar a Dog TV a cada vez mais cães.



quarta-feira, 15 de abril de 2015

Os 'nossos' representantes na Casa Branca



O cão de água português é, quase de certeza, o maior representante do nosso país no que diz respeito aos animais de quatro patas. Isso deve-se, sobretudo, à grande projecção que a raça conseguiu por, pouco depois de ter sido eleito presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ter escolhido para First Dog da Casa Branca, um cão de água português, Bo, de seu nome.

Com esta decisão, Obama cumpriu a promessa feita às filhas, no decorrer da campanha eleitoral, de lhes arranjar um cão. Uma tarefa que não se revelou tão fácil como seria de supor, uma vez que uma das suas filhas sofre de alergias e não pode conviver com um qualquer cão. Depois de grande pesquisa, chegou-se à conclusão que o cão de água português era o indicado, uma vez que é hipoalérgico.

A novela em torno da escolha do animal durou vários meses e foi, muitas vezes, um dos temas abordados nas habituais conferências de imprensa do presidente. Depois de se ter decidido pelo cão de água português, um pouco de todo o lado, surgiram pessoas e entidades a oferecerem um exemplar. Uma delas foi a Entidade Regional de Turismo do Algarve, região de onde é originária aquela raça.
A escolha acabou por recair em Bo, que foi oferecido a Obama pelo senador Ted Kennedy. A nova mascote presidencial foi apresentada em Abril de 2009 e teve direito a ampla cobertura mediática.

A solidão do poder que, como se sabe, afecta os presidentes, também terá atingido o First Dog e para lhe fazer companhia a família Obama decidiu adquirir, em 2013, um outro 4 patas. A escolha voltou a recair num exemplar do cão de água português. A escolhida foi uma ‘menina’, Sunny, que desde Agosto desse ano faz companhia a Bo nos jardins da Casa Branca.

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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Cães detectam cancro da próstata



É possível que, dentro de algum tempo, os testes de detecção do cancro da próstata sejam feitos por… cães.

Um recente estudo realizado por uma equipa de investigação italiana, aqui referido pelo The Guardian, veio reforçar a convicção de que os nossos amigos caninos têm capacidades que lhes permitem sinalizar esta doença. O trabalho em causa envolveu dois pastores alemães que cheiraram amostras de urina de 900 homens, 360 dos quais sofrem de cancro da próstata, e tiveram uma taxa de acerto na ordem dos 90%.
Um anterior estudo, levado a cabo pela organização inglesa Medical Detection Dogs, obteve uma taxa de sucesso ainda maior: 93%.

O cancro da próstata é uma das doenças que mais afectam os homens, sendo detectados, por exemplo, no Reino Unido, 40 mil casos todos os anos. Para isso, é necessário levar a cabo testes de sangue, exames físicos e biópsias.
Se, no futuro, bastar que um cão cheire a urina para determinar se alguém padece desta doença, o processo passará a ser bem mais rápido, fácil e barato.

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