quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

‘Presidentes’ de 4 Patas


Ser presidente ou 1º ministro de um país não é fácil. É claro que quem os exerce ganha poder, mordomias, reconhecimento social mas também muitas dores de cabeça. Gerir os problemas, interesses, finanças e sensibilidades de milhões de pessoas é tarefa dura e desgastante.

Para além disso, quem está num cargo público desta importância tem de gastar muito do seu tempo a decidir em quem pode confiar em cada momento.
Sabe perfeitamente que a oposição está à espera do mínimo erro ou descuido para o atirar para fora do poder. Por outro lado, não pode esperar apoio incondicional dos seus colegas de partido. Também entre eles há quem fará tudo para lhe roubar o lugar. Há os que esperavam uma nomeação que não chegou e os que contavam com uma recompensa de outro género pelos bons serviços prestados no decorrer da campanha que não foi possível atribuir.

E ainda há que contar com o instinto de sobrevivência dos seus mais fiéis colaboradores que, quando as coisas começam a correr mal, só pensam em salvar a pele e em assegurar o futuro, pelo que não hesitarão um segundo em sabotar ou trair a sua acção.

Isto já para não falar no jogo de cintura que é preciso ter pois em política os inimigos de hoje podem perfeitamente ser os aliados de amanhã e vice-versa.
É óbvio que quem chega a este tipo de cargo sabe que a realidade é mesmo esta: se quer manter-se no cargo durante muito tempo, o melhor mesmo é não confiar em ninguém. Porque um político deste calibre tem a obrigação de conhecer perfeitamente a natureza humana.
Por isso há muitos políticos que se identificam plenamente com a bem conhecida frase de Alexandre Herculano: Quanto mais conheço os homens mais gosto dos animais.

E são muitos os dirigentes mundiais que, provavelmente por isso, escolhem por ter como seu melhor amigo um cão ou um gato. Com eles podem desabafar à vontade, mostrar as suas dúvidas e fraquezas, tendo a certeza que dali não resultarão fugas de informação, nem traições de qualquer tipo.

Nos Estados Unidos, por exemplo, há a tradição do First Dog, que é alvo de grande atenção da comunicação social e, de vez em quando, até de discursos políticos. Actualmente, as grandes vedetas caninas da Casa Branca são os cães de água portugueses Bo e Sunny. O anterior titular do cargo, George W. Bush, tinha a seu lado o terrier escocês Barney. Que foi alvo de um comentário depreciativo da parte do presidente russo Vladimir Putin, numa visita à Casa Branca. Na altura, Bush conteve-se para não provocar um incidente diplomático, mas não esqueceu a afronta. Putin, que se diz ter tentado intimidar a chanceler alemã, Angela Merkel – a qual parece ter medo de cães - com o seu enorme labrador preto Koni.

São muitas as histórias envolvendo animais de estimação de figuras políticas poderosas que iremos lembrar neste espaço ‘Presidente de 4 Patas’.

Sem comentários:

Enviar um comentário